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Estado Islâmico K: o grupo extremista que reivindica o atentado em casa de shows em Moscou.

Publicada em 23/03/24 às 11:10h - 18 visualizações

João Paulo Miranda/Rede Mult de Comunicação


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Estado Islâmico K: o grupo extremista que reivindica o atentado em casa de shows em Moscou.
 (Foto: AP/Rede Mult de Comunicação)
O grupo Estado Islâmico-Khorasan é um braço afegão do grupo terrorista. Autoridades dos EUA tinham recebido informações sobre a presença do EI-K na Rússia e avisaram o governo de Vladimir Putin. Neste sábado (23) completa cinco anos desde que o Estado Islâmico perdeu seu último território na Síria.

O Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque que deixou dezenas de pessoas mortas e uma centena de feridos em uma casa de shows perto de Moscou, na Rússia, nesta sexta-feira (22).

A informação de que o Estado Islâmico realizou o ataque foi divulgada inicialmente pela agência de notícias Reuters. O grupo assumiu a autoria pelo ataque em um canal do Telegram.

O ataque desta sexta foi o pior atentado na Rússia em 20 anos.

Os cinco homens armados com metralhadoras e vestidos com roupas camufladas que abriram fogo contra homens e mulheres eram do Estado Islâmico-Khorasan (EI-K, ou ISIS-K em inglês), braço afegão do grupo terrorista muçulmano que atua de forma regional. (Leia mais sobre o EI-K abaixo)

Após o ataque, os Estados Unidos disseram que confirmaram a reivindicação de responsabilidade do EI-K no ataque em Moscou, segundo uma autoridade do país.

Segundo uma autoridade dos EUA, o governo de Joe Biden alertou o país nas últimas semanas sobre a possibilidade de um ataque do grupo em território russo. A embaixada dos EUA em Moscou disse, no dia 7 de março, que terroristas tinham planos para atacar grandes aglomerações de pessoas em Moscou --inclusive shows-- e pediu para que os cidadãos americanos na Rússia evitassem esses locais.

A Rússia é considerada inimiga do Estado Islâmico, porque o governo de Vladimir Putin apoia o governo de Bashar Al-Assad, da Síria.

Neste sábado (23) completa cinco anos desde que o Estado Islâmico perdeu seu último território na Síria, a vila de Al-Baghouz. Na ocasião, em 23 de março de 2019, as Forças Democráticas da Síria, assistidas pela Coalizão Global liderada pelos Estados Unidos, assumiram o controle do local.

O que é o Estado Islâmico-Khorasan?

Meses depois de o Estado Islâmico declarar um califado no Iraque e na Síria, em 2014, combatentes que saíram do talibã paquistanês se uniram aos militantes no Afeganistão para formar um braço regional. Juraram lealdade ao líder do EI, Abu Bakr al Baghdadi.

O grupo foi reconhecido formalmente pelo comando central do EI no ano seguinte à sua instalação no nordeste do Afeganistão, nas províncias de Kunar, de Nangarhar e do Nuristão.

Também estabeleceu células em outras áreas do Paquistão e do Afeganistão, incluindo Cabul, segundo monitores da ONU.

As últimas estimativas de sua força variam de milhares de combatentes ativos até 500, conforme relatório do Conselho de Segurança da ONU divulgado em julho passado.

"Khorasan" é um nome histórico da região que inclui partes de onde ficam atualmente Paquistão, Irã, Afeganistão e Ásia Central.

Que tipo de ataques o EI executa?

O EI-K reivindicou alguns dos ataques mais violentos dos últimos anos no Afeganistão e no Paquistão.

O grupo massacrou civis nos dois países em mesquitas, santuários, praças e até hospitais, além de ter executado ataques contra muçulmanos de alas que considera hereges - em particular os xiitas.

Em agosto de 2019, o EI-K reivindicou a autoria de um atentado contra os xiitas durante um casamento em Cabul que deixou 91 mortos.

As autoridades suspeitam que o grupo foi o responsável por um ataque, em maio de 2020, que chocou o mundo. Homens armados abriram fogo na maternidade de um bairro de maioria xiita de Cabul. Nele, 25 pessoas morreram, entre elas 16 mães e recém-nascidos.

Nas províncias em que está presente, o EI-K deixou marcas profundas. Seus homens mataram a tiros, decapitaram, torturaram e aterrorizaram os moradores, deixando minas por todos os lados.

Além dos bombardeios e massacres, o EI-Khorasan não conseguiu controlar nenhum território na região e sofreu grandes perdas nas operações militares talibãs e americanas.

Qual a relação do EI-Khorasan com a Rússia?

A Rússia é considerada inimiga do Estado Islâmico, porque o governo de Vladimir Putin apoia o governo de Bashar Al-Assad, da Síria.

Qual a relação do EI-Khorasan com os talibãs?
Embora os dois grupos sejam militantes islâmicos sunitas de linha dura, também são rivais e divergem em temas de religião e estratégia. Cada um diz representar a verdadeira bandeira da Jihad.

As divergências provocaram confrontos sangrentos, dos quais os talibãs geralmente saíram vitoriosos desde 2019, quando o EI-Khorasan foi incapaz de controlar um território como fez seu grupo parente no Oriente Médio.

Em um sinal de inimizade entre os grupos jihadistas, os comunicados do EI se referem aos talibãs como apóstatas.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2024/03/23/estado-islamico-k-o-grupo-extremista-que-reivindica-o-atentado-em-casa-de-shows-em-moscou.ghtml



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